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Câncer de Mama

Câncer de mama

Qual é a sua importância?

Inúmeros fatores caracterizam a importância do carcinoma de mama, não apensa sob o aspecto oncológico, mais também no âmbito da medicina geral. Além do crescente aumento na incidência entre as mulheres ocidentais, nota-se que elevada taxa de mortalidade acompanha a doença. 

Na América do Norte, está entre as doenças malignas mais comuns das mulheres, correspondendo a 27% do total de suas neoplasias. A neoplasia maligna mamaria, ou câncer de mama, é responsável por 18% das mortes por câncer, sendo a principal responsável, nos EUA, pelas mortes de mulheres entre as idades de 40 a 55 anos.

Na regiões Sul e Sudeste do Brasil, a segunda causa de morte corresponde as neoplasias malignas (canceres em geral) e, dentre estas, a mais frequente é o carcinoma mamário. Estima-se, no Brasil, a incidência anual de 401 mil casos novos, acarretando, aproximadamente, 8 mil mortes por ano; causa mais importante dessa grande mortalidade é fundamentalmente p diagnostico tardio; 60% a 70% das mulheres portadoras dessa neoplasia, quando procuram um serviço para atendimento, já o fazem com nódulos acima de 3,4 cm ou meemos 5,0 cm.


Quais são os sintomas e sinais?

Clinicamente, manifesta-se à palpação como um nódulo duro, irregular, pouco móvel e indolor. Como o câncer de mama ( e outros canceres também), se origina de uma única célula que sofreu modificações profundas no seu DNA, passa a se multiplicar desordenadamente durante anos ( aproximadamente 8 anos) ate que atinja um volume de 1 cm e possa ser identificado pela palpação.


É possível identifica-lo antes de ser palpável?

É possível, com os exames de imagem, principalmente a mamografia, que deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos.

Pequenas alterações vistas nesse tipo especial e radiografia (microcalcificações irregulares, assimetria, distorção do parênquima, que é o tecido constituinte da mama, e nódulo irregulares) podem revelar a presença de um câncer de ainda não se tornou palpável, calcula-se que levara 2 a 3 anos, se não for tratado, para que possa ser percebido pela palpação. Como é um exame que, para ser adequado as mamas são comprimidas até ficarem com a mesma espessura, pode haver um desconforto que para alguns pacientes chega a ser insuportável, por isso, é melhor que seja realizado após as menstruações, quando as mamas estão menos sensíveis. 

O ultrassom de mamas complementa a mamografia, principalmente para elevar se o nódulo é cístico (cheio de liquido) ou solido (maciço); os cistos quase não representam problema, enquanto os nódulos sólidos merecem uma investigação mais profundada. 

A ressonância magnética é um exame útil para avaliar pacientes com próteses ou cirurgias reconstrução de mama; no entanto, é bastante dispendioso e é comum a mulher sentir fobia dentro do túnel do aparelho.


Como se determina o prognostico?

Conforme é de amplo conhecimento no meio  medico, numerosos critérios clínicos, morfológicos e hormonais são utilizados para se avaliar o prognostico do carcinoma de mama: tamanho do tumor primário, comprometimento da pele que recobre a mama, propagação aos linfonodos (gânglios linfáticos) axilares, tipos histológicos, grau de diferenciação celular, pleomorfismo nuclear (núcleo das células com várias formas vistas no exame microscópico), número de mitoses (mecanismo de divisão celular), invasão neoplásica vascular e linfática, necrose e presença de receptores hormonais. Esses critérios são utilizados na tentativa de identificar pacientes de alto risco para recidiva precoce ou metástase a distância. 

Isoladamente, o tamanho tumoral e o grau de comprometimento axilar são os fatores prognósticos mais importantes.  É em função disto que o autoexame é importante. Quanto menor o tamanho do tumor no momento de seu diagnostico melhor será o prognostico; o autoexame deve ser feito do 5º ao 9º dia do ciclo menstrual, em quem menstrua, e em qualquer dia do mês em quem não menstrua. 


E o diagnóstico precoce melhora o prognostico? 

Apesar do aumento significativo da incidência, a mortalidade por essa neoplasia vem diminuindo, e a explicação para esse fato é o aumento do número de diagnósticos precoces realizados fundamentalmente graças à sugestão diagnostica proporcionada pela mamografia, ou seja, a mamografia sugere em quais pacientes deve-se aprofundar a propedêutica ou não. 

A mamografia, em geral, deve ser realizada a partir dos 35 anos (ao menos 1 vez nesse período), e após os 40 anos (ao menos 1 vez ao ano). Eventualmente as regras mudam em função do maior ou menor risco de a paciente apresentar neoplasia. 


Como é feito o tratamento?

Nos dias de hoje, com a possibilidade de diagnóstico precoce (em lesão não palpáveis), a cirurgia geralmente retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia) e o linfonodo (gânglio linfático) sentinela. O exame desse material durante o ato operatório pode revelar que uma cirurgia mínima é suficiente para tratar o tumor e curar a paciente. Se necessário o cirurgião plástico participa do ato operatório, orientando o tipo de incisão e fazendo sua sutura. Em casos mais avançados se faz uma cirurgia mais ampla (até a retirada de toda a mama), mas com possibilidade de reconstrução imediata ou num segundo tempo.

A radioterapia e quimioterapia constituem-se em modalidades de tratamento bastante eficientes no câncer de mama. 


Fonte: 

 SAUDE - ENTENDENDO AS DOENÇAS, KAUFFMAN, PAUL, HELITO, ALFREDO SALIM DE, Ano:  2007. Editora: NOBEL